segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estrada


Já cansei desta estrada
Onde se diz que o Amor
É a Razão.

E o outro é,
Na certa,
Um simples desejo
que completa.

Oscar Gilberto Montiel Rodas,
14.3.10

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pequena Árvore do Sentir

Num local diferente daquele imaginado pelos homens, senhores e senhoras, lá, bem onde, nunca o olhar humano havia estado, existia uma linda e pequena árvore...
            Todavia, lá esteve bem antes do que se podia imaginar, era um nada antes do ser, só havia a terra mexida por mãos desconhecidas, daquilo novo de um lugar muito louco. Essas mãos bagunçavam a terra sem nenhuma razão, sem nenhum porque, apenas por querer.
Certo dia, as mãos ganharam uma pedra de um homem de barba diferente, que não se sabe d’onde vinha. Colocaram a pedra na terra, mas não era pedra, era uma “viva-pedra” que traria, por aquelas mãos, uma experiência nova aos inimagináveis e longínquos homens que pouco conheciam, porque os homens vivem constantemente num breu do Universo e com a mesma constância, procuram incessantemente a Luz.
A terra mexida, com a “viva-pedra”, foi posta numa linda bandeja de brocados e sem pintados, sem saberem, a “viva-pedra” transmutou-se, ela germinou, cresceu. Tornou-se uma planta à ela enxertou-se, com confiança, a amizade. Ela crescia em meio ao carinho e mais, o amor que nela depositaram, evoluía a cada dia. O objetivo era cuidá-la de tal modo que nunca saísse da bandeja, era uma planta diferente, exigia podas periódicas, a água e o adubo na medida certa.
Passados tempos, num crescimento harmonioso daquele ser vegetal, dois aventureiros da distante humanidade o descobriram – claro, depois de escalarem escarpas, andarem por chapadas, cheia de desafios, depois das cataratas – em cima de uma mesa, a bandeja com aquela árvore. Foi quando as generosas mãos lhes ensinaram a cuidar dela e só então resolveram carregá-la até a humanidade de cada um.
Lá, na terra de onde vieram, ela foi posta no meio da sala, numa mesa tão bonita e grande quanto a que tinham observado, começaram a cuidar da pequena planta, e aos poucos, ela teve uma apreciação maior do que a encontrada nas outras árvores, há muito cultivadas por eles, o fato é que ela era uma arvorezinha diferente. Além de adubo, d’água e poda, exigia-lhes mais que o simples cuidar, precisava de um todo sentir. Era cultivada com arte e muito desejo, no mundo dos homens é assim: a vida é a bela arte de saber cultivar o sentir. A ela, por fim, deram o nome de Pequena Árvore do Sentir.
Oscar Montiel Rodas,
9 de maio de 2012.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Assim acontece o sentimento


Não paro de pensar...

De querer...

De sentir...

Vontade em contigo estar.



Medo que venho a ter:

Do perfume que quer ficar.

Parece em mim estacionar:

O sentimento de outro, e permanecer.



Mesmo na mudança,

Não me traz medo!

Então segurança.



De um novo viver

De alguma maneira,

Leva-me a um novo suspiro:

Que a teu alento quero ceder.



Contigo,

Em você:

Permanecer.



Oscar Gilberto Montiel Rodas

02.05.2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Outra noite



Em certas noites

Há um calado silêncio.

Vindo, porém, de açoites

Dessa mente por dentro!



Tormentas inteiras

Devaneio da vontade

Antes e agora,

Embora, sempre tarde!



Vindos de longe...

Lá vem a galope:

Pensamentos da corte,

Imagens da noite!
Ao meu amigo Robson.
Oscar Gilberto Montiel Rodas,

13.03.2012

Quis, e não qui-lo


Venha mais tarde,

Disse Maria.

Agora é cedo!

Não pelo dia!



Pensou em Maria,

Desejou-a,

Quis Maria,

Pegou!



Ô Mulher!

Quieta ficara...

No breu permaneceu.



Falou pouco naquele ínterim

Mas não gostou...

Não gozou...

E nem sentiu.

Maria?

Maria sumiu!



Oscar Gilberto Montiel Rodas,

13.03.2012

domingo, 11 de março de 2012

Espelho


Êbelo, belo é:

O belo quadro

Mostrava a face

De  quem vem de fora

E mais daqueles

Que lá moram.



Oscar Gilberto,

14.02.10

domingo, 4 de dezembro de 2011

Evolução

Esperam que tudo seja eterno.
Nada dura para sempre:
há estrela no céu já um mortiço!

O crescer é apenas, da vida, uma fase,
não uma transformação!
É só desejo um desejo esta prece!

Meta morfoses...  além de ser
Além de tudo...  depois de ter
aquém de todos: conhecer!

A mudança exige:
que os bons, morram.
para que melhor
seja quem vive!

Oscar Gilberto R. Gomes
4 de dezembro de 2011